14 dezembro 2009

Protesto dos Inofensivos

Aqui quem lhes escreve é uma garota a favor daquilo que é inofensivo. Minha luta é pela mudança da triste realidade em que se encontram alguns programas e filmes. As categorias que quero destacar são as de animação e comédia. Pouco valorizados, mas que exigem uma dedicação muito maior na sua produção.

Bom... como está escrito no meu perfil não sou nem um pouquinho fã de qualquer coisa com um tema mais aterrorizante, principalmente se incluir morte... Eu não aguento, e afinal gosto não se discute né? Ok, até aqui sem problemas, porém dia desses estive pensando na dificuldade de se criar uma história temática, de terror, de ação, aventura... enfim, qualquer tema. Hum.. não foi uma questão que surgiu depois de algum programa, mas sim depois de uma Intervenção Teatral na qual tive que agir como uma palhaça, divertir o publico local antes da verdadeira apresentação (percebi, claro, que não conseguia fazer isso de maneira alguma, tentei, mas não tenho criatividade pra isso).

Refleti um pouco, e me dei conta de um fato interessante: em geral, é mais difícil fazer uma história engraçada ou voltada pra crianças, do que assustar. É muito mais complicado fazer uma pessoa dar risada, do que deixá-la morrendo de medo, pois apesar dos dois serem previsíveis, em programas de terror, por exemplo, o público vai levar um susto mesmo que espere que isso aconteça. Por outro lado, se o programa (ainda como exemplo), só apresentar piadas conhecidas ou muito previsíveis, elas perdem a graça, perdendo seu efeito.

Outro ponto importante aqui, é a troca da piada por uma ofensa, pois os limites entre essas duas coisas não é muito bem definido. Lembra-se do caso do ator estrangeiro (eu não lembro do nome dele nem da nacionalidade dele, deve ser estadounidense ou britânico) que fez uma piada indecente com a vitória do Rio de Janeiro para sediar as olimpíadas? Pois bem, ele falou aquilo como piada mas virou uma ofensa ao país. É difícil ser eficaz, completar a missão de fazer as pessoas rirem, e ainda por cima não ser indecente, as piadinhas com as pessoas, com violência no meio, com a desgraça dos outros, e assim vai... Deve se ter muito cuidado com isso.

Agora, quero destacar todo tipo de programa voltado ao publico infantil (claro, aqueles que realmente são bons). Adaptados para a compreensão das crianças e para a formação destas, os programas e filmes devem ser muito bem elaborados e bem feitos, o que aumenta o nível de dificuldade de sua produção. Certa vez, na escola, afirmei para alguns colegas (não eram meus AMIGOS, palavra de significado bem maior), que havia pouco tempo eu passara a ver filmes de ação e aventura além dos de comédia e infantis. Um dos garotos riu da minha cara por causa dos filmes infantis.

Sinceramente, esses filmes são realmente bons, sempre tentam passar alguma mensagem e esquecendo o fator animação, divertem muito. Como por exemplo certo filme que assisti, Planeta 51, um filme engraçado e bem diferente. Entrei atrasada na sala, que por sinal estava cheia, sentei num dos piores lugares possíveis, fiquei separada de minhas amigas, sem pipoca nem nada, achei que não iria conseguir aproveitar o filme. Contudo, tal filme me impressionou e conseguiu desfazer meu mau-humor. Nem vou citar aqui os desenhos animados e animes (sim, sou otaku, e dai?).

Concluindo, peço a todos aqueles que lerem este protesto (isto é se alguém realmente ler), para que considerem mais aquilo que é inofensivo e não subestimem estas categorias.